A doença cardíaca continua sendo uma das complicações
médicas mais importantes da gestação. O acompanhamento da gestante portadora de
cardiopatia deve levar em conta as modificações hemodinâmicas que ocorrem na
gravidez. Há pouco mais de 100 anos, a mulher portadora de cardiopatia era
desencorajada a engravidar, porém, devido ao avanço terapêutico e à cirurgia
cardíaca, houve melhora significativa no prognóstico das gestantes cardiopatas.
Para entender melhor o risco da gravidez para a cardiopata,
é necessário que se entenda as modificações que ocorrem no corpo da mulher
grávida: durante o ciclo gravídico normal, em torno da 6ª semana existe elevação
do volume sanguíneo materno, atingindo o pico na 24ª semana, chegando a ser 50%
maior que o volume sanguíneo pré-gravídico. Ocorre, ao mesmo tempo, um aumento
da frequência cardíaca e, consequentemente, do débito cardíaco. Esse conjunto
de alterações gerais resultará em um aumento do gradiente de pressão através da
valva mitral, havendo aumento da pressão intratrial e, por conseguinte, da
pressão capilar pulmonar.
Muitas vezes, aumentos pressóricos são compensados pela
queda da pressão arterial sistêmica, sendo assim, o coração materno deve ser
capaz de se adaptar à sobrecarga imposta pela gestação. No entanto, a gestante
pode possuir uma cardiopatia sintomática ou assintomática, compensada ou
descompensada, podendo dificultar ou impedir a sua adaptação cardíaca.
Através das conquistas da medicina, apoiadas nos avanços dos
exames complementares, nas novas descobertas terapêuticas e na consagração da
cirurgia cardíaca, o prognóstico das mulheres cardiopatas que engravidam
melhorou sensivelmente.
A gravidez em cardiopatas continua sendo considerada de alto
risco, contudo, não mais significa impossibilidade de continuar a gestação.
Faz-se necessário acompanhamento de perto. Contudo, a gestação já não é mais
impossível, dando a esperança de maternidade às cardiopatas, que eram desenganadas
em relação a esse sonho.
Paula Helena G. de Souza.
Coordenadora da Liga de Cardiologia Unicamp 2014.
Coordenadora da Liga de Cardiologia Unicamp 2014.
Sou cardiopata e faço uso de CDI. Tenho muita vontade de engravidar... Mas até aqui todos os médicos que já fui desencorajam. Fico feliz em ler essa reportagem. Mas gostaria de informações mais detalhadas, tais como qual o real risco de morte para a mãe ou o bebê? O bebê pode vir a nascer com algum problema?
ResponderExcluirDesde já agradeço.
Se alguém puder enviar mais esclarecimentos. .. Meu e-mail é:annecarol80@gmail.com
Cardiologista deve acompanhar toda a gestação, durante todo o processo para avaliar a saúde da gestante. Mas não é impossível engravidar nesse caso.
ResponderExcluirSou portadora de CDI e tenho muito medo de engravidar , pois todos os médicos dizem que é muito perigoso. As vezes tenho vontade,mas tenho muito medo. É com esse post tive algumas expectativas. Espero um dia conseguir.
ResponderExcluirsou portadora de cardiopatia congenetita ( tretalogia de falot), ja tenho uma filha de 1 ano nao tive complicaçoes na gravidez nem na hora do parto, porem estou um receiosa de ter outro filho pois ouvi fala que posso ter complicaçoes na hora do parto porem gostaria de ter mais um filho. posso ter outro filho? por favor me respondam.
ResponderExcluirmeu email para a resposta: binaah13@gmail.com
Olá tenho problema no coração se chama difultam posso der filho, se poder ser normal ou tem que ser Cesário???
ResponderExcluirSou cardiopata tenho hipertrofia septal uso marcapasso tive uma filha com uma gestação maravilhosa que agora tem 6anosde idade e agora meu sonho é ter outro filho será que posso ter uma gestação tranquila novamente. ?
ResponderExcluirTenho civ e agora descobri que estou grávida . Estou morrendo de medo
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